Mamãe Ana
Psicólogo CRP 07/21456
O nome da mãe de meu avô era Ana.
Ela e o seu marido viveram entre as cidades de Gravataí, mais exatamente na
Aldeia dos Anjos, depois mudaram-se para a região de São Leopoldo e Sapucaia do
Sul. Quando morreu ele residia próximo dos filhos na Região de Berto Círio.
Antes, residiram na localidade do Passo do Carioca, à beira do Rio dos Sinos.
A família de Ana, tanto quanto sei, tinha terra em Sapucaia do Sul, um sítio enorme onde criou alguns de seus filhos. Quando pariu o seu décimo segundo filho, todos homens, ela viuvou. Meu avô era um dos mais velhos. Seus filhos, depois de adultos ganharam o mundo, precisavam sobreviver. Dois eles se tornaram timoneiros de barcos e viviam pelas águas dos rios Gravataí, Jacuí, Taquari e Caí. Geralmente esses pequenos e médios navios traziam telhas e tijolos para a construção dos prédios em Porto Alegre.
Algumas vezes, ouvi meu avô falar da mãe dele, chamava-a de “mamãe” e tinha por ela um enorme respeito. Ana era da família Silveira, de algum lugar de Sapucaia do Sul em direção a Feitoria. Dizia meu avô, cheio de admiração, que depois que a “mamãe” viuvou, ela adotou uma menina, a Celina. Tinha doze meninos, mas sempre quis uma menina. Ana era uma mulher determinada e com muita coragem criou os seus doze meninos tirando da terra o seu sustento e naquele tempo não havia facilidades.
Também ouvi meu avô falar de seus irmãos, sendo ele o filho mais velho, tinha um cuidado especial pelos manos. Conheci três de seus irmãos, o Francelino, o Serafim e o Bento, que era o último dos filhos. E foi com o Bento que a “mamãe” Ana morou até a sua morte. Mas, havia também um irmão muito querido chamado Frederico, ele vivia dentro dos barcos viajando pelos rios. Foi ele que tirou o meu pai da roça para ajudá-lo a pilotar os barcos pelas águas dos rios.
Ana fez parte da nossa família, poucos os netos a conheceram, não tivemos tempo de conhecê-la, mas ela teve uma enorme influência na vida dos filhos. Um pouco da sua história chegou até nós, o suficiente para entender a nossa origem simples e trabalhadora. Talvez essa vocação para o trabalho e essa predestinação para a vida venha do coração da “mamãe” Ana.
A família de Ana, tanto quanto sei, tinha terra em Sapucaia do Sul, um sítio enorme onde criou alguns de seus filhos. Quando pariu o seu décimo segundo filho, todos homens, ela viuvou. Meu avô era um dos mais velhos. Seus filhos, depois de adultos ganharam o mundo, precisavam sobreviver. Dois eles se tornaram timoneiros de barcos e viviam pelas águas dos rios Gravataí, Jacuí, Taquari e Caí. Geralmente esses pequenos e médios navios traziam telhas e tijolos para a construção dos prédios em Porto Alegre.
Algumas vezes, ouvi meu avô falar da mãe dele, chamava-a de “mamãe” e tinha por ela um enorme respeito. Ana era da família Silveira, de algum lugar de Sapucaia do Sul em direção a Feitoria. Dizia meu avô, cheio de admiração, que depois que a “mamãe” viuvou, ela adotou uma menina, a Celina. Tinha doze meninos, mas sempre quis uma menina. Ana era uma mulher determinada e com muita coragem criou os seus doze meninos tirando da terra o seu sustento e naquele tempo não havia facilidades.
Também ouvi meu avô falar de seus irmãos, sendo ele o filho mais velho, tinha um cuidado especial pelos manos. Conheci três de seus irmãos, o Francelino, o Serafim e o Bento, que era o último dos filhos. E foi com o Bento que a “mamãe” Ana morou até a sua morte. Mas, havia também um irmão muito querido chamado Frederico, ele vivia dentro dos barcos viajando pelos rios. Foi ele que tirou o meu pai da roça para ajudá-lo a pilotar os barcos pelas águas dos rios.
Ana fez parte da nossa família, poucos os netos a conheceram, não tivemos tempo de conhecê-la, mas ela teve uma enorme influência na vida dos filhos. Um pouco da sua história chegou até nós, o suficiente para entender a nossa origem simples e trabalhadora. Talvez essa vocação para o trabalho e essa predestinação para a vida venha do coração da “mamãe” Ana.

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