I love, Lucy
    Gilberto B. da Cunha
    Psicólogo CRP 07/ 21456

    Eu já era encantado pela televisão, aos 10 anos. Conhecia os programas, os seriados, os filmes. Depois vieram as novelas. Muitos seriados eram acompanhados religiosamente, depois das tarefas da escola e depois do futebol na calçada. Ainda hoje posso ler sobre aqueles seriados que marcaram a minha vida: Pedidos nos Espaço, Viagem ao fundo do mar, Jeannie é um gênio, Guerra, sombra e água fresca, Rintintin, O túnel do tempo, Os Monstros (adorava a Lili). A televisão estava surtida desses seriados, tempo bom.
    Mas, havia um outro programa, não sei se era classificado como “seriado”, mas ele arrebatava o coração de quem o via. Uma esposa loira e de olhos brilhantes que vivia momentos hilários com o seu marido, que na vida real era seu marido. Ele um músico cubano e ela uma americana clássica. Havia entre eles um humor fantástico, ela uma comediante talentosa e ele um ranzinza que o tempo todo surpreendia a esposa. Ria-se o tempo todo. Em tempos difíceis de provas na escola, esse programa ajudava a esquecer as aulas exigentes do colégio.
    Eu estava na sala de casa em Los Angeles, quando ouvi na televisão a notícia que Lucy Ball havia morrido num hospital da cidade. Horas depois dessa notícia era possível ver as manifestações de carinho pela atriz que emprestara o seu nome para o programa “I love, Lucy”, que belo programa. Naquele momento, longe da minha terra e na mesma cidade de Lucy, eu sentia todo o carinho que os americanos tinham por ela. Eu me lembrei dos tempos em que eu sorria com as atrapalhadas de Lucy junto ao marido e aos convidados que visitavam o programa.
    O tempo passou, contou os dias e as noites, e ontem eu pude assistir um dos programas da amada Lucy, ela que amenizou o meu coração naqueles dias que antecediam as provas na escola, ela que era amada pelos americanos...

 

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