Escritor

Gilberto B. da Cunha 

Psicólogo CRP 07/21456


Tenho um amigo que sempre gostou de escrever, não deu outra: virou escritor. Juntou o seu talento de escrever com as valiosas informações da técnica de escrever. Sabe como desenvolver as ideias e sabe colocar na tela de seu computador os detalhes mais importantes para tornar os seus textos precisos e interessantes. Gosto muito de ler o que ele escreve. 

O meu amigo escritor se detém nos detalhes, nos mínimos detalhes. Assim as suas frases ficam longas e intrigantes, nada passa despercebido pelos seus olhos de escritor. Ele consegue de uma simples ideia trazer muitas informações. Quando ele quer dizer que a moça foi abrir a porta, ele acompanha com as suas palavras cada passo dado, assim é possível ver que entre a moça e a porta existem o abajur, a cortina vermelha com passadeiras dobradas em tope francês e a porta com as suas maçanetas descoloridas pelo tempo... 

Gosto de ler o que escreve o eu amigo escritor e sei que os meus textos não são nada interessantes se comparados com os dele. Mesmo assim temos algo em comum: gostamos de escrever. Tenho o maior prazer em ler o que ele escreve e, pasme, ela acha os meus textos interessantes. Atribuo o seu elogio aos meus textos ao seu espirito generoso. A propósito, todo o escritor deve ser generoso, porque sem isso as palavras não fluem. Quem não respeita as palavras e quem não as trata bem não consegue lidar com elas. 

Sou grato por ter um amigo escritor e sou ainda mais agradecido por ele respeitar os meus textos. Com ele eu aprendo que é possível a qualquer pessoa generosa escrever e quanto mais escreve mais desenvolve a sua sensibilidade, o que facilita a sua inclinação a escrever. Agora, tornar-se um escritor é outro caminho, as coisas são mais árduas, mais profundas porque é preciso paciência para associar o gosto de escrever com a técnica de lidar com os textos.

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