CINEMA
Já fui apaixonado por
cinema, agora estou um pouco longe dos filmes. Eu já escrevi sobre filmes e
participei ativamente do Clube de Cinema de Porto Alegre. Costumava frequentar
com assiduidade os cinemas da cidade. Por muito tempo acompanhei produções de
filmes e conversava sobre os temas, as luzes os figurinos, os roteiros, os
diretores e todas as circunstâncias que fazem parte do cinema. Depois, me
afastei. Mas, algo ficou! E hoje pouco olho filme (televisão quase nunca).
Houve um tempo em que estudei
cinema por conta e, m alguns momentos, de maneira formal, aprendi a lidar com
câmera e com as suas diferentes maneiras de produzir efeitos, estudei roteiro
que na minha época os melhores materiais eram em inglês. Estive visitando
lugares do cinema que jamais imaginei, cruzei as ruas de Los Angeles para
assistir filmes. Isso é coisa do passado. Mas, ficaram as boas lembranças.
Depois de muitos anos assisti a
entrega do Oscar, por conta de um filme. Foi estranho olhar o cenário que foi
tão conhecido. Uma coisa não mudou: o poder e o encanto que o cinema exerce
sobre as pessoas. O cenário de cinema é repleto de glamour, cinema é feito
também de elegância, de beleza, de magnetismo e quem lida com cinema sabe
disso. Mas, cinema é, sobretudo, arte! E foi o que eu vi ontem, depois de muito
tempo. O engajamento com as causas sociais, com a história, com a política e com
as principais causas do ser humano é uma contingência do cinema. Continua
existindo esse engajamento.
Mas, a razão desse texto é
registrar a minha emoção com o filme CLOSE, um filme belga dirigido pelo jovem
diretor e roteirista Lukas Dhont. Franco Ziffirelli diria que o filme é
lacrimoso, uma história que provoca as nossas emoções, quase sempre provocando
os críticos de cinema. CLOSE é um filme psicológico que fala da amizade “carne
e unha” de dois jovens. Um tema belamente apresentado e as paisagens dos
jardins da Holanda o tornam poético. Para os estudantes de psicologia é um tema
oportuno.

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