ESCREVER...
Psicólogo CRP 07/21456
Quando decidi escrever, não sei
quando, pensei que escrever seria uma forma de libertação. Os que me conhecem
sabem que escrever é uma terapia. Nesses últimos anos escrevi treze livros e
tem mais no forno. Por que escrevo? Essa pergunta eu me faço constantemente,
não é vaidade, estou certo disso. Para pregar os meus princípios e crenças? Também
não. Escrevo porque gosto e porque sinto falta de escrever. Resumindo: escrevo
para mim mesmo.
Eu decidi escrever sem esperança
nenhuma de retorno, simplesmente comecei e não parei mais. Não me sinto um “contador
de história”, mas gosto de recordar o que a vida foi me trazendo. Não tenho o
propósito de escrever sobre mim mesmo, mas é inevitável não escrever sobre os
fatos que marcaram a minha vida e isso pode dar a impressão de egocentrismo,
mas não é.
Recebo o retorno de amigos pelo
facebook e pela minha página “Formas de Vida”. Costumo escrever sobre tudo,
pouco futebol e pouca religião, me interessa escrever sobre a vida. E assim vou
interagindo com as pessoas e com o mundo. Alegrias? Muitas. Decepções? Algumas.
Discordâncias? É natural. Mas, como eu escrevo porque gosto de escrever, então
nenhuma crítica é maior do que a necessidade de escrever. Escrever é algo
resolvido!
Até quando vou escrever? Não sei!
Um grande artista brasileiro que mora na Alemanha dizia que ele continuará cantando
enquanto a sua voz existir. Se não houver uma interrupção inesperada, creio que
continuarei a escrever até que os meus dedos e a minha cabeça resistam. Depois,
talvez eu fique na janela admirando o ocaso do sol...

Nenhum comentário: