ESCREVER...

    Gilberto B. da Cunha 
    Psicólogo CRP 07/21456

    Quando decidi escrever, não sei quando, pensei que escrever seria uma forma de libertação. Os que me conhecem sabem que escrever é uma terapia. Nesses últimos anos escrevi treze livros e tem mais no forno. Por que escrevo? Essa pergunta eu me faço constantemente, não é vaidade, estou certo disso. Para pregar os meus princípios e crenças? Também não. Escrevo porque gosto e porque sinto falta de escrever. Resumindo: escrevo para mim mesmo.

    Eu decidi escrever sem esperança nenhuma de retorno, simplesmente comecei e não parei mais. Não me sinto um “contador de história”, mas gosto de recordar o que a vida foi me trazendo. Não tenho o propósito de escrever sobre mim mesmo, mas é inevitável não escrever sobre os fatos que marcaram a minha vida e isso pode dar a impressão de egocentrismo, mas não é.

    Recebo o retorno de amigos pelo facebook e pela minha página “Formas de Vida”. Costumo escrever sobre tudo, pouco futebol e pouca religião, me interessa escrever sobre a vida. E assim vou interagindo com as pessoas e com o mundo. Alegrias? Muitas. Decepções? Algumas. Discordâncias? É natural. Mas, como eu escrevo porque gosto de escrever, então nenhuma crítica é maior do que a necessidade de escrever. Escrever é algo resolvido!

    Até quando vou escrever? Não sei! Um grande artista brasileiro que mora na Alemanha dizia que ele continuará cantando enquanto a sua voz existir. Se não houver uma interrupção inesperada, creio que continuarei a escrever até que os meus dedos e a minha cabeça resistam. Depois, talvez eu fique na janela admirando o ocaso do sol...

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