Sempre mais mulheres...

Gilberto B. da Cunha
Psicólogo CRP 07/21456

    As mulheres que marcam muito as nossas vidas são as nossas professoras. Elas costumam ficar muito tempo em nossa memória, às vezes para sempre. Quem não lembra da primeira professora? Essas marcam profundamente as nossas vidas. A minha primeira professora foi a Jorgina e que ficou pouco tempo na turma, por aquelas coisas de acomodar professores, ela foi para outra escola. Esse tipo de coisa não deveria acontecer. A nossa sorte é que veio a professora Elcira, uma jovenzinha de cabelos loiros e olhos claros. Tão logo ela chegou, conquistou o nosso coração. No ano seguinte, foi a vez da professora Alérica Lemos, com ela aprendemos as contas, as frases inteiras, fortalecemos a leitura e aprendemos a escrever de forma discursiva.
    Depois, quando retornei à escola pública, conheci a professora Honorina Schneider, de matemática, que se tornou uma grande amiga. E vieram as disciplinas de história, geografia, filosofia e junto com os conteúdos dessas matérias professoras capacitadas e compreensivas a realidade de alunos que trabalhavam de dia e estudavam a noite. Nessa época, chamou a minha atenção a professora de filosofia e os seus inteligentes questionamentos sobre a vida. Era uma mocinha, magrinha, moreninha e cheia de perguntas.
    Mais tarde, já maduro, vieram grande professoras, mulheres preparadas para atuarem na academia. Tenho uma grande lembrança da professora Carlota e as suas conversas sobre a psicanalise de Freud, do ponto de vista da filosofia. Sabia muito da psicanálise existencialista de Jean-Paul Sartre. E as aulas da inesquecível Regina Costenaro? Um show! Eram aulas de pura biologia e humanismo. Eu conheci, no jornalismo, uma das professoras mais sensíveis sobre a arte da fotografia, suas aulas estão marcadas em minha alma. Quando vejo uma fotografia eu penso nela, o que ela diria sobre essa foto?
    Um capítulo importante da minha vida escolar eu devo a duas grandes mulheres: professora Célia Dalla Meia e Jocélia Scherer. Com elas eu aprendi a ciência e a arte de escrever, duas grandes doutoras das letras, sem elas eu não teria continuado a ler e a escrever. Quanta sensibilidade, quanta humanidade e amor pela comunicação, eu tento pôr em prática o que elas me ensinaram. Mas, estou sempre aquém dessas duas mulheres no conhecimento da literatura e da escrita.
    O tempo passou e eu me dou conta, nos meus momentos de meditação, que eu sou o resultado de muitas mulheres que esculpiram em meu coração uma considerável parte do que eu sou. Muitas outras mulheres participaram da minha educação formal e sou muito grato a TODAS ELAS...

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