Amor cristão...

Gilberto B. da Cunha 
Psicólogo CRP 07/21456
    Jesus foi julgado à revelia, não foi um julgamento justo. Tudo estava planejado para condená-lo e não precisou de muitas horas para que ele fosse condenado a morte. Estava tudo arquitetado. Ele devia morrer sem piedade e sem perdão. Ele não teve sequer chance para se defender de forma justa. Mesmo assim, não reagiu, não perdeu a paz e nem praguejou. Quando tentou argumentar sobre o que diziam dele, alguém esbofeteou o seu rosto, ele apenas perguntou a razão desse gesto, não revidou com violência.
    Quando lhe colocaram a coroa de espinhos que feriu a sua cabeça, ele nada fez. E quando suspenso na cruz a dor lhe machucou ele não xingou o povo que lhe condenara, rezou ao Pai para que perdoasse aquela gente “porque eles não sabiam o que estavam fazendo”. Ainda na cruz ele perdoou os seus carrascos. Acima de tudo e em todo tempo Jesus perdoou.
    Ainda há outras passagens em que Jesus perdoa, era essa a sua marca. Razão pela qual irritava aqueles que acreditavam na lei “olho por olho e dente por dente”. Quando confrontado com a mulher adúltera e com os seus carnífices, Jesus falou em perdão. Quando lhe perguntaram sobre quantas vezes se devia perdoar ele respondeu “até setenta vezes sete”, ou seja: sempre! E quanto alguém lhe der uma bofetada na face direita, oferece-lhe a esquerda.
    Para Jesus, amar era perdoar sempre, não revidar, não desejar o mal para o outro, mesmo que humanamente possa parecer um absurdo. Naquele tempo, amar como Jesus amava era um escândalo para as pessoas, ainda hoje continua sendo incompreensível para muitos, inclusive para os que dizem amar a Jesus.

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