ESTEIO – The litle big city[1]
Quando vejo as publicações da
minha terra, afetivamente apelidada de “The Litle Big City”, eu sinto
ultrapassar a fronteira que me separa do passado. Nós que nascemos lá, ou
chegamos ainda meninos, sabemos o que ela foi e sempre será para nós. Mas, um
dia, naquele tempo era mais dolorido, tínhamos de seguir a nossa estrada. E
saíamos com as nossas malas e um monte de lembranças. Voltávamos a nossa “The
litle Big City” sempre que dava e sempre dava.
Hoje, velhos e grisalhos continuamos
com as mesmas feições. Alguns escrevem sobre a vida de safenado, sobre a
cirurgia corretiva nos dentes, sobre a necessidade do uso dos óculos e fazemos
isso com tanta naturalidade que nada parece politicamente incorreto. Tudo bem, envelhecemos
graciosamente com o tempo e a nossa “The Litle Big City” continua agindo em
nossa alma.
Mesmos aqueles que não estão mais
entre nós continuam sendo pauta de nossos assuntos e com que prazer eles
continuam fazendo parte de nossas vidas. Quem nasceu ou viveu na “The Litle Big
City” sabe que a nossa cidade continuará para sempre em nossos corações. Muitos
personagens continuam em nossas memórias e não há como apagá-los de nossas
vidas porque quem viveu em nosso tempo viverá para sempre, enquanto vivermos.
Talvez, quando muito, apenas duas
gerações vieram antes da minha. Assim tivemos o privilégio de conhecer os que
vieram antes e os que chegaram depois. E as muitas vidas se inscreveram em nossas
vidas e hoje, com internet em pleno vapor, nos deparamos com aqueles que nos
apresentaram o mundo e aqueles que um dia se deixaram cativar pela nossa visão
de vida.
ESTAMOS AÍ, e essa é uma apresentação filosófica porque somos de um tempo onde as mais profundas visões do existencialismo humano inundava os nossos corações, aquelas ideias, poesias, filmes (ou no Cine Palácio ou no Cine Imperial) e as canções estavam em cada pedaço daquele chão que alimentava os nossos sonhos. ESTAMOS AÍ, com tudo o que fomos e somos...
[1] PS:
o termo The Litle Big City, não é uma expressão minha. Eu encontrei nos textos
de Necão H. Castilhos, um
contemporâneo de Esteio

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