ESTEIO – The litle big city[1]

     Gilberto B. da Cunha 
      Psicólogo CRP 07/21456

    Quando vejo as publicações da minha terra, afetivamente apelidada de “The Litle Big City”, eu sinto ultrapassar a fronteira que me separa do passado. Nós que nascemos lá, ou chegamos ainda meninos, sabemos o que ela foi e sempre será para nós. Mas, um dia, naquele tempo era mais dolorido, tínhamos de seguir a nossa estrada. E saíamos com as nossas malas e um monte de lembranças. Voltávamos a nossa “The litle Big City” sempre que dava e sempre dava.

    Hoje, velhos e grisalhos continuamos com as mesmas feições. Alguns escrevem sobre a vida de safenado, sobre a cirurgia corretiva nos dentes, sobre a necessidade do uso dos óculos e fazemos isso com tanta naturalidade que nada parece politicamente incorreto. Tudo bem, envelhecemos graciosamente com o tempo e a nossa “The Litle Big City” continua agindo em nossa alma.

    Mesmos aqueles que não estão mais entre nós continuam sendo pauta de nossos assuntos e com que prazer eles continuam fazendo parte de nossas vidas. Quem nasceu ou viveu na “The Litle Big City” sabe que a nossa cidade continuará para sempre em nossos corações. Muitos personagens continuam em nossas memórias e não há como apagá-los de nossas vidas porque quem viveu em nosso tempo viverá para sempre, enquanto vivermos.

    Talvez, quando muito, apenas duas gerações vieram antes da minha. Assim tivemos o privilégio de conhecer os que vieram antes e os que chegaram depois. E as muitas vidas se inscreveram em nossas vidas e hoje, com internet em pleno vapor, nos deparamos com aqueles que nos apresentaram o mundo e aqueles que um dia se deixaram cativar pela nossa visão de vida.

    ESTAMOS AÍ, e essa é uma apresentação filosófica porque somos de um tempo onde as mais profundas visões do existencialismo humano inundava os nossos corações, aquelas ideias, poesias, filmes (ou no Cine Palácio ou no Cine Imperial) e as canções estavam em cada pedaço daquele chão que alimentava os nossos sonhos. ESTAMOS AÍ, com tudo o que fomos e somos...


[1] PS: o termo The Litle Big City, não é uma expressão minha. Eu encontrei nos textos de Necão     H. Castilhos, um contemporâneo de Esteio

 

 

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