Aniversário do meu pai, hoje!
Gilberto B. da Cunha
Psicólogo CRP 07/21456
Psicólogo CRP 07/21456
Ele, tendo vindo ao mundo antes
de minha mãe, a acolheu como o grande amor de sua vida. Não amou porque
escolheu amar aquela menina, amou porque sabia que ele precisava dela. E
tiveram um lindo contrato de amor, um dos mais bonitos que já conheci. Assim
como vejo em tantos casais que conheço, mas cada um do seu jeito.
A escola era por conta dela, mas o boletim era conferido pelos dois. Ambos compareciam na escola quando havia reuniões dos pais; (e os professores sempre tinham razão). O lado de dentro da casa era de responsabilidade dela e o lado de fora era com ele. As cores de cada cômodo era ela quem escolhia, mas quase sempre dialogavam sobre esse assunto. Sempre achei que a decisão final era dela.
Eles tinham as suas diferenças e quando precisavam discutir sobre algum assunto se trancavam no quarto. Nunca soubemos o que eles se diziam, quando a porta se abria as coisas já estavam decididas. Sobre a nossa formação religiosa eles se deram o direito de apontar os caminhos, mas sempre ficou claro que haviam outras formas de religião e cabia a nós decidirmos.
Quando decidi ingressar no seminário ele me chamou e disse: “se é essa a tua decisão então vá, mas se pensares diferente saiba que tens casa, cama e comida”. A visão que ele tinha de religião era crítica e respeitosa. Não era um homem de comunhão, mas aproveitava cada palavra do sermão dominical. Nunca levou nenhum padre para “compadre”, mas tinha amigos padres, entre eles o saudoso Hilário Braun, o tranquilo Clemente Weber e o jovem Nicolau Schneider.
Ele sempre incentivou as nossas viagens e nos finais de ano, junto com a mãe, passávamos um tempo em Bagé, terra de meus avós maternos. Ele ficava em casa porque tinha de trabalhar. Na volta sempre havia surpresas: uma roldana nova no poço, um filhote de gato novo, uma árvore nova, uma peça pintada, uma calçada refeita... Sempre uma novidade depois das viagens. Quando resolvi apostar no futebol ele foi claro, cuidado com os sonhos, nada é mais certo do que estudar. Ele tinha razão!
Ele e ela eram exímios dançarinos, nunca soube donde veio tamanha habilidade. Ele adorava a dança da vassoura e ela dançava uma marca gaúcha como ninguém. E os dois juntos formavam uma bela dupla de dançarinos, ambos com movimentos rápidos e leves. Eles eram bons de dança.
A escola era por conta dela, mas o boletim era conferido pelos dois. Ambos compareciam na escola quando havia reuniões dos pais; (e os professores sempre tinham razão). O lado de dentro da casa era de responsabilidade dela e o lado de fora era com ele. As cores de cada cômodo era ela quem escolhia, mas quase sempre dialogavam sobre esse assunto. Sempre achei que a decisão final era dela.
Eles tinham as suas diferenças e quando precisavam discutir sobre algum assunto se trancavam no quarto. Nunca soubemos o que eles se diziam, quando a porta se abria as coisas já estavam decididas. Sobre a nossa formação religiosa eles se deram o direito de apontar os caminhos, mas sempre ficou claro que haviam outras formas de religião e cabia a nós decidirmos.
Quando decidi ingressar no seminário ele me chamou e disse: “se é essa a tua decisão então vá, mas se pensares diferente saiba que tens casa, cama e comida”. A visão que ele tinha de religião era crítica e respeitosa. Não era um homem de comunhão, mas aproveitava cada palavra do sermão dominical. Nunca levou nenhum padre para “compadre”, mas tinha amigos padres, entre eles o saudoso Hilário Braun, o tranquilo Clemente Weber e o jovem Nicolau Schneider.
Ele sempre incentivou as nossas viagens e nos finais de ano, junto com a mãe, passávamos um tempo em Bagé, terra de meus avós maternos. Ele ficava em casa porque tinha de trabalhar. Na volta sempre havia surpresas: uma roldana nova no poço, um filhote de gato novo, uma árvore nova, uma peça pintada, uma calçada refeita... Sempre uma novidade depois das viagens. Quando resolvi apostar no futebol ele foi claro, cuidado com os sonhos, nada é mais certo do que estudar. Ele tinha razão!
Ele e ela eram exímios dançarinos, nunca soube donde veio tamanha habilidade. Ele adorava a dança da vassoura e ela dançava uma marca gaúcha como ninguém. E os dois juntos formavam uma bela dupla de dançarinos, ambos com movimentos rápidos e leves. Eles eram bons de dança.
Grêmio ou o Inter? Ele era
gremista com foto e tudo, ela coloradíssima, de bandeira e tudo. Mas, a
democracia funcionava lá em casa, nenhum dos filhos foi obrigado a ser um
deles. Eu escolhi livremente o meu time, mas nunca me tocou fundo essa coisa de
ser um ou outro. Saí pela tangente, escolhi o Penharol.
Hoje, aniversário do meu pai, que se vivo não sei que idade teria. E isso, confesso, não faz a menor diferença. Se perto dos cem, acho que não estaria enganado. Mas, o que ficou para mim foi o seu jeito de pensar, o seu jeito de amar e o humor com que sempre enfrentou a vida. Parabéns PAI!!!
Hoje, aniversário do meu pai, que se vivo não sei que idade teria. E isso, confesso, não faz a menor diferença. Se perto dos cem, acho que não estaria enganado. Mas, o que ficou para mim foi o seu jeito de pensar, o seu jeito de amar e o humor com que sempre enfrentou a vida. Parabéns PAI!!!

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