Trabalhos e atrapalhos...
Gilberto B. da Cunha
Psicólogo CRP 07/21456
Psicólogo CRP 07/21456
Quando chegava o mês de maio a
professora pedia duas redações, elas deviam estar no nosso caderno, depois ele
era recolhido para as devidas correções. Os nossos textos eram analisados
minuciosamente, regaras de português, pontuações de virgulas, pontos e parágrafos.
Mas, sabíamos que o mais importante eram as ideias desenvolvidas. Quase sempre,
raras as vezes isso não ocorria, os temas das redações eram precedidos de
leituras como suporte para as nossas composições.
No mês de maio, seguindo o itinerário pedagógico proposto, a professora nos pediu duas redações: uma sobre as mães e a outra sobre o dia dos trabalhadores. E, pronto, lá íamos buscar elementos que fundamentassem os nossos escritos. Lembro que uma das frases que serviu para eu construir o meu texto, quando deveria escrever sobre o trabalho era: “o trabalho dignifica o homem”. Entenda-se aqui o termo homem, o ser humano. Na época, muitas mulheres trabalharam na fábrica da cidade, minha mãe foi uma delas.
A professora, depois de corrigir as redações, escolhia, escolhia três ou quatro para serem lidas para a turma. Para o orgulho dos seus escritores. Não lembro de ser escolhido alguma vez, havia muita gente boa de escrita. Mas, o tema sobre o trabalho nos enriquecia pelo fato de haver na turma diversos e diferentes tipos de trabalhadores e trabalhadoras. Nossos pais estavam envolvidos ou no trabalho da fábrica, ou no comércio, ou na agricultura ou em algum trabalho liberal, tipo costureira, cozinheiras.
O tempo mudou, crescemos e nos tornamos trabalhadores, muitos trabalhos desapareceram e surgiram muitos outros. O que mais doeu sobre o universo do trabalho e dos trabalhadores foram os atrapalhos que envolvem esse espaço que deveria contribuir para a dignidade do homem. Estorvo, embaralho, engano e trapaceio fazem parte desse mundo que deveria ser o mais sagrado de todos os lugares. Hoje, se convidado a escrever algo sobre o trabalho e o trabalhador eu teria certa dificuldade por onde começar.
Não obstante a tudo que serve de atrapalho, o diálogo por mais dignidade no ambiente de trabalho, por melhores salários e por mais chance de trabalhar continua. O que é indiscutível é a necessidade do trabalho, mas sem custar a vida de nenhum trabalhador ou trabalhadora...
No mês de maio, seguindo o itinerário pedagógico proposto, a professora nos pediu duas redações: uma sobre as mães e a outra sobre o dia dos trabalhadores. E, pronto, lá íamos buscar elementos que fundamentassem os nossos escritos. Lembro que uma das frases que serviu para eu construir o meu texto, quando deveria escrever sobre o trabalho era: “o trabalho dignifica o homem”. Entenda-se aqui o termo homem, o ser humano. Na época, muitas mulheres trabalharam na fábrica da cidade, minha mãe foi uma delas.
A professora, depois de corrigir as redações, escolhia, escolhia três ou quatro para serem lidas para a turma. Para o orgulho dos seus escritores. Não lembro de ser escolhido alguma vez, havia muita gente boa de escrita. Mas, o tema sobre o trabalho nos enriquecia pelo fato de haver na turma diversos e diferentes tipos de trabalhadores e trabalhadoras. Nossos pais estavam envolvidos ou no trabalho da fábrica, ou no comércio, ou na agricultura ou em algum trabalho liberal, tipo costureira, cozinheiras.
O tempo mudou, crescemos e nos tornamos trabalhadores, muitos trabalhos desapareceram e surgiram muitos outros. O que mais doeu sobre o universo do trabalho e dos trabalhadores foram os atrapalhos que envolvem esse espaço que deveria contribuir para a dignidade do homem. Estorvo, embaralho, engano e trapaceio fazem parte desse mundo que deveria ser o mais sagrado de todos os lugares. Hoje, se convidado a escrever algo sobre o trabalho e o trabalhador eu teria certa dificuldade por onde começar.
Não obstante a tudo que serve de atrapalho, o diálogo por mais dignidade no ambiente de trabalho, por melhores salários e por mais chance de trabalhar continua. O que é indiscutível é a necessidade do trabalho, mas sem custar a vida de nenhum trabalhador ou trabalhadora...

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