Enfim, a minha vez...
Eu achava brega aqueles encontros
para festejar as formaturas, era um bando de gente de cabelos brancos e de
roupas passadas. Eram engraçados aqueles festejos e apresentações, famílias
inteiras se encontravam. Os festejados costumavam falar pelos cotovelos dos
tempos passados, dos professores e das situações que marcaram as suas vidas. Eu
acompanhava esses momentos como um evento bizarro.
Pois não é que chegou a minha vez! Recebi convite para participar de um encontro dos formandos de 1982, era a minha turma. Foi um choque quando contabilizei os meus 41 anos de formado. Que susto! E cadê aqueles jovens magros e esbeltos? E que roupas eram aquelas? Agora vistas de outro tempo. O tempo nos tornou quase irreconhecíveis. Eu tinha a esperança que era o mesmo, ilusão. O tempo não perdoa!
Eu não guardei nenhuma foto e nem mesmo qualquer lembrança daquele dia. Eram tempos difíceis, a calça e a camisa foram compradas à prestação, num carnê das lojas Salem e os sapatos emprestados. Para nós o importante era a conclusão do curso, gastamos muitas noites de sono. E, na época, tivemos um desgaste por conta do modo como deveria acontecer a cerimônia. Brigas e discussões. E como poderia ser diferente num curso de filosofia?
Esse dia faz parte da minha história e da história de tantas pessoas, foram tempos duros, de pouca ou quase nenhuma grana, de muito estudo e de grandes sonhos. Aqueles jovens magrinhos agora são senhores e senhoras e o jeito de adolescente desapareceu, o tempo venceu a nossa juventude. Mas, em meio aos cabelos brancos sobrevive o nosso sorriso e os nossos olhares serenos e calmos.
Eu que olhava para os festejos dos formandos de outras épocas, agora me vejo obrigado a fazer parte desse seleto grupo. Saudade? Sim! Foram tempos bons, apesar de tudo. Hoje, assustado com a quantidade de tempo que passou, quarenta e dois anos! Mas, agradecido por tudo o que recebi. Muitos professores serão eternos em minha lembrança e os colegas estão por esse mundo, sobrevivem ao tempo com as lições que receberam dos filósofos, dos sociólogos, dos psicólogos.
Enfim, a minha vez... Mas, no fim das contas, tudo é divertido!!!
Pois não é que chegou a minha vez! Recebi convite para participar de um encontro dos formandos de 1982, era a minha turma. Foi um choque quando contabilizei os meus 41 anos de formado. Que susto! E cadê aqueles jovens magros e esbeltos? E que roupas eram aquelas? Agora vistas de outro tempo. O tempo nos tornou quase irreconhecíveis. Eu tinha a esperança que era o mesmo, ilusão. O tempo não perdoa!
Eu não guardei nenhuma foto e nem mesmo qualquer lembrança daquele dia. Eram tempos difíceis, a calça e a camisa foram compradas à prestação, num carnê das lojas Salem e os sapatos emprestados. Para nós o importante era a conclusão do curso, gastamos muitas noites de sono. E, na época, tivemos um desgaste por conta do modo como deveria acontecer a cerimônia. Brigas e discussões. E como poderia ser diferente num curso de filosofia?
Esse dia faz parte da minha história e da história de tantas pessoas, foram tempos duros, de pouca ou quase nenhuma grana, de muito estudo e de grandes sonhos. Aqueles jovens magrinhos agora são senhores e senhoras e o jeito de adolescente desapareceu, o tempo venceu a nossa juventude. Mas, em meio aos cabelos brancos sobrevive o nosso sorriso e os nossos olhares serenos e calmos.
Eu que olhava para os festejos dos formandos de outras épocas, agora me vejo obrigado a fazer parte desse seleto grupo. Saudade? Sim! Foram tempos bons, apesar de tudo. Hoje, assustado com a quantidade de tempo que passou, quarenta e dois anos! Mas, agradecido por tudo o que recebi. Muitos professores serão eternos em minha lembrança e os colegas estão por esse mundo, sobrevivem ao tempo com as lições que receberam dos filósofos, dos sociólogos, dos psicólogos.
Enfim, a minha vez... Mas, no fim das contas, tudo é divertido!!!

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