LAPSOS
Lapsos
Gilberto B. da Cunha
Psicólogo CRP 07/21456
Um dos grandes aliados à saúde humana são os sinais. Antes mesmo que alguma enfermidade se instaure em nosso organismo recebemos sinais de que algo não vai bem. Recebemos muitos sinais, o tempo todo. Se, estamos bem também recebemos sinais, são os chamados “me sinto ótimo”. Mas, quando não estamos bem também recebemos sinais, tipo “falta alguma coisa” ou “não me sinto bem”.
Os sinais podem ser muitos, alguns podemos perceber facilmente, outros são mais requintados, de difícil leitura. Só percebemos quando as coisas parecem adiantadas. Um zunido no ouvido, uma “dorzinha” de cabeça, uma dor de dente, uma falta de ar, uma dor de estômago, um cansaço, tudo como se fosse apenas uma dorzinha, tudo isso pode ser sinais de que alguma coisa não vai bem.
Há um sinal que pode ser valioso e que pode nos ajudar a perceber um leque de possibilidades: lapsos. Lapsos são esquecimentos: Onde coloquei o meu telefone? Onde estão as minhas chaves? Onde foi parar a minha mochila? Cadê as minhas meias? Um sinal de que as coisas não estão bem é quando não sabemos onde guardamos o dinheiro (brincadeira). Lapsos são sinais que não podemos desprezar. Eles são nossos grandes aliados.
Costumo ter lapsos, confesso. Levo a serio os meus lapsos e, quando frequentes, eu costumo parar e repensar como anda a minha rotina. Quando guardo grande quantidade de informações e penso que todas são importantes e que não posso esquecê-las, então surgem os lapsos e me atrapalho um pouco. Por isso, acho necessário ter um lugar para escrever os meus compromissos. Às vezes, é fundamental limitar as informações e reduzir as obrigações.
Os lapsos são sinais de que há algo demais, o cérebro não dá conta e precisa mais espaço. Quando, com certa periodicidade, fazemos uma faxina, ele pode trabalhar melhor. Mas, quando o ocupamos com pensamentos pessimistas exigindo dele respostas imediatas ele pode nos enviar sinais. Fiquemos atentos aos nossos lapsos, eles são nossos amigos.

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