Um país terrível
Psicólogo CRP 07/21456
Mesmo contrariado com urgente
situação, ele embarca para Moscou. Ele mesmo fora criado até os 16 anos nessa
cidade, mas não imagina o que aconteceu com ela durante esse tempo que mudara
com a família para Nova York. E ao chegar na Rússia ele encontra um país diferente,
mas com fortes traços de pobreza e de opressão. A parte palatável do livro é a
relação do jovem com a sua avó, uma senhora de 89 anos e com problemas de
memória.
Foi convivendo com a sua vó,
ouvindo as suas histórias é que ele começa a ver as lacunas da sua vida
acadêmica, ela, em seus momentos de lucidez, conta histórias fantásticas do seu
tempo de professora na universidade de Moscou. Conta ao neto das dificuldades
que foi viver naquele país soviético. Percebendo a riqueza das histórias de sua
avó, ele estimula a “velha professora” a falar mais das suas experiências. Mesmo
assim ele nunca conseguiu saber muito, ela dizia não lembrar muito e tampouco mostrava
vontade de lembrar.
A convivência com a vó em Moscou
desencadeou uma forte lembrança de sua vida como professor acadêmico e uma
crítica nunca antes manifestada. Surgiu um pensamento que estava escondido no
mais profundo de sua alma de mestre em literatura: a universidade pedia para
que os alunos focassem apenas numa ideia, limitada e particular, era esse o típico
pensamento que encontrava na universidade. E, assim, o jovem professor começa a
mudar o seu pensamento sobre a sua didática de percorrer os caminhos da
literatura e a sua forma de ver a literatura.
O livro, “Um país terrível”, é
trata-se do doce e complexo encontro de um jovem professor americano, nascido
na Rússia, com a sua avó, uma professora universitária aposentada e com problemas
de memória. E, como é compreensível, um ser humano atormentado pelas lembranças
terríveis do tempo em que a opressão deixava marcas profundas de medo, de solidão
e de sofrimento.
A comunicação com os alunos,
via-internet, passa a ser um ponto central na vida do professor e da sua nova
forma de ver a universidade. Além disso, as suas investidas no facebook para
ver as notícias de sua ex-namorada o deixa pensativo sobre os seus afetos, seus
erros e as suas investidas rasas na arte de amar. Para ele, o facebook é um lugar
de estupidez e não consegue ver, nesse espaço, ideias inteligentes, lembrava os
seus alunos que costumavam falar e escrever sobre livros e textos que não
costumavam ler. Mesmo assim, ele se permitia ao duvidoso prazer de navegar um
pouco pelo facebook...
(05/01/2023)
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