QUAL É O SEGREDO?
Psicólogo CRP 07/21456
Marc Luy é um cientista alemão
que estuda sobre a vida no claustro. Tem um projeto de estudo que visa
descobrir a razão dos monges e monjas terem uma vida mais longa com relação as
outras pessoas. Vivem mais tempo e são mais felizes. O estudo é longo, profundo
e extenso, pesquisou a vida de 11.500 monges e monjas em doze mosteiros da
Alemanha entre os anos de 1890 e 1995. Os dados são interessantes, vale a pena
conferir.
Mas, o que interessa é saber por
que os monges e monjas duram mais. Não obstante os detalhes da pesquisa, os
dados são mesmos interessantes. Mas, o que interessa aqui são os resultados
finais. Segundo o Marc Luy, a forma de vida é decisiva e nisso “os monges
diferem claramente dos homens fora do mosteiro”.
Nos mosteiros evitam todos os
comportamentos que prejudicam a saúde, os alimentos são escolhidos conforme a
época e são frugais. Costumam se alimentar na hora certa e sem exageros. O
estilo de vida segue um programa diário, preestabelecido e regulamentado. “Sobrecarga
por causa da profissão, uma das principais fontes de estresse negativo, não tem
chance entre eles”, afirma o cientista.
Outro fator atribuído a longevidade
dos monges é a vida espiritual. Eles costumam rezar, ler, meditar, caminhar e
dialogar diariamente. Segundo o autor, esses hábitos contribuem para reduzir o
estresse na vida diária. E, por fim, os monges vivem mais felizes, sorriem mais
e não precisam de muito para viverem. Como se pode aproveitar a vantagem dos
monges, mesmo vivendo fora dos mosteiros? Mas, essa é outra pesquisa que Marc
Luy está publicando.
A curiosidade pela vida no
monastério é um estudo que começou no ano de 1746, pelo matemático francês Antoine
Deparcieux. Sobre os seus estudos comecei a ler hoje...

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