TELEVISÃO

    Gilberto B. da Cunha 
    Psicólogo CRP 07/21456 

    Sou da geração TV! Cresci olhando filmes, programas de auditórios, novelas e seriados. Sou do tempo da televisão em preto e branco e, mais tarde, no ano de 1972, da tevê colorida. Quando a tevê colorida chegou em nossas vidas, tivemos de nos acostumar com os personagens e as suas vestes pintadas. Foi necessário uma pequena e saudável ressignificação, só isso! Sem traumas.

    Faz tempo que eu abandonei a televisão. Não assisto mais. Para mim ela perdeu o sentido, não faz falta e não sinto vontade de acompanhar nenhum programa. Nenhum! Televisão é parte do meu passado. Ressentimentos? Não! Mas, os programas e as demais atrações não chamam mais a minha atenção. Alguns amigos recomendam filmes e documentários, mas na hora eu não consigo sentar e olhar. A propósito, nem sei quantos canais existem e nem mesmo quem são os artistas ou outras pessoas que trabalham nesse universo.

    Saudade? Sim! Tenho saudade de alguns seriados, de alguns programas, de algumas novelas, mas isso é tudo. Eu lembro quando começou o meu desalento com a televisão. Eu estava na universidade e os livros começaram a ocupar mais espaço, o cinema começou a me cativar e a televisão acabou no canto da sala. Hoje, nem mesmo cinema eu frequento.

      Eu pensei que a televisão exerceria a eterna êxtase em minha vida, então sou surpreendido com esse meu sentimento de indiferença. O encanto acabou e essa é a grande verdade que existe na minha relação com a televisão. Mas, sou grato por tudo que ela me ensinou. E preocupado com o que ela se tornou.

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