Sobre o amor...
Gilberto B. da Cunha
Psicólogo CRP 07/ 21456
Psicólogo CRP 07/ 21456
O tema da
conversa era sobre as nossas maneiras de diferentes de expressar afetos, a
nossa forma de expressar sentimentos. O assunto pousou sobre o amor. Ela me
dizia que lá, na sua longínqua terra, não se fala amor toda a hora e nem se diz
eu te amo para qualquer pessoa. Somos muito mais comedidos do que vocês,
acusando a minha pátria. Quando muito e depois de algum tempo dizemos “eu gosto
de você”, mas isso não é mesma coisa que falar “eu te amo”.
Com um discurso tranquilo trocávamos ideias sobre cá e sobre lá. Eu, cá criado e educado, escutava as ideias dela que lá foi educada, bem diferente do que ensinamos do lado de cá. Lá o amor tem expressões mais seletivas, mais pontuais e mais para os conhecidos. O “eu te amo” é para os íntimos, para os da família, para os filhos e para os pais. E, conclui: “e oi lá”. Para eles amor não se diz a toda hora e não se diz para qualquer um, isso é muito sério. Amar é algo profundo.
Eu dizia que costumo usar, sem dificuldade, o “eu te amo”, para muitas pessoas. Gosto de dizer que amo, acho significativo usar essa expressão. Mas, pensando bem, depois da conversa, tenho dúvidas. Sacar do dicionário a palavra amor é muita audácia. A palavra é generosa, posso usá-la, mas ela não perderá o seu verdadeiro sentido. Fiquei pensando se eu não estou esgotando a palavra amor usando-a demasiadamente. Será que as pessoas compreendem o que é amor? Será que eu amo quem digo que amo?
Fui aconselhado a distinguir os sentimentos do “eu gosto” do “eu te amo”. E ao terminar uma carta ou um texto que não use as expressões “beijo” ou qualquer coisa do gênero. Que termine assim: Tchau ou simplesmente até! Entendo, eu disse! Mas, de qualquer forma, por fidelidade ao que aprendi do lado de cá, vou terminar esse texto escrevendo: “eu amo vocês”! Mesmo correndo o risco de usar a palavra amor.
Com um discurso tranquilo trocávamos ideias sobre cá e sobre lá. Eu, cá criado e educado, escutava as ideias dela que lá foi educada, bem diferente do que ensinamos do lado de cá. Lá o amor tem expressões mais seletivas, mais pontuais e mais para os conhecidos. O “eu te amo” é para os íntimos, para os da família, para os filhos e para os pais. E, conclui: “e oi lá”. Para eles amor não se diz a toda hora e não se diz para qualquer um, isso é muito sério. Amar é algo profundo.
Eu dizia que costumo usar, sem dificuldade, o “eu te amo”, para muitas pessoas. Gosto de dizer que amo, acho significativo usar essa expressão. Mas, pensando bem, depois da conversa, tenho dúvidas. Sacar do dicionário a palavra amor é muita audácia. A palavra é generosa, posso usá-la, mas ela não perderá o seu verdadeiro sentido. Fiquei pensando se eu não estou esgotando a palavra amor usando-a demasiadamente. Será que as pessoas compreendem o que é amor? Será que eu amo quem digo que amo?
Fui aconselhado a distinguir os sentimentos do “eu gosto” do “eu te amo”. E ao terminar uma carta ou um texto que não use as expressões “beijo” ou qualquer coisa do gênero. Que termine assim: Tchau ou simplesmente até! Entendo, eu disse! Mas, de qualquer forma, por fidelidade ao que aprendi do lado de cá, vou terminar esse texto escrevendo: “eu amo vocês”! Mesmo correndo o risco de usar a palavra amor.

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