Viver não é preciso, navegar é preciso

           “Navigare necesse, vivere non est necesse.”  
                        (General Pompeu)


     Gilberto B. da Cunha 
    Psicólogo CRP 07/ 21456

     Foi Fernando Pessoa quem relembrou: “viver não é preciso, navegar é que é preciso”. Seu pendor pela literatura e a sua vida poética o levou a escrever poesias e sonetos e mais do que isso, a sua escrita trouxe à tona algumas pérolas do passado. Depois dele, não há razões para crer que há uma equação para a vida, com ela nada é preciso. Não há precisão quando o assunto é a vida.
    Um navio que navega pelos mares, sob o controle de uma bússola, é mais certo do que todos os planos de uma vida. Nada é preciso quando o tema é a vida. Só os tolos é que acham que a vida é precisa, não é. Como será o amanhã? Não há nada preciso sobre esse amanhã. Como serão os nossos sonhos? Não há nada preciso com eles, podem se transformar em cinzas ao vento.
    O que dizer sobre aqueles que inventam expressões matemáticas para as suas vidas? Aqueles que pensam que é preciso uma decisão? Não há decisão precisa! Tudo é efêmero quando estamos na terra, nada é preciso, tudo é incerto! Só é preciso um navio no mar, mesmo assim, nem eles podem prever uma tormenta ou a sua força exata. Como ousamos dizer que algo é preciso? Nada é preciso. Ao tempo cabe a resposta se foi precisa o que julgamos como preciso.
    Foi lendo Fernando Pessoa que eu aprendi que viver não é preciso, mas o navio no mar, pelo menos ele, é preciso. Ai de quem aposta na precisão, nada é preciso quando estamos em terra (que pensamos seguras) ou nas nossas escolhas cheias de certezas. Entre o preciso da precisão e o preciso carregado de evidências, nenhum é preciso!
    Sim! “Navegar é uma viagem exata porque há bussolas e satélites, mas viver não é preciso porque viver é uma viagem feita de opções, medos, forças, inseguranças, persistências, constâncias e transições …”
    Um navio que navega pelos mares, sob o controle de uma bússola, é mais certo do que todos os planos de uma vida. Nada é preciso quando o tema é a vida. Só os tolos é que acham que a vida é precisa, não é. Como será o amanhã? Não há nada preciso sobre esse amanhã. Como serão os nossos sonhos? Não há nada preciso com eles, podem se transformar em cinzas ao vento.
    O que dizer sobre aqueles que inventam expressões matemáticas para as suas vidas? Aqueles que pensam que é preciso uma decisão? Não há decisão precisa! Tudo é efêmero quando estamos na terra, nada é preciso, tudo é incerto! Só é preciso um navio no mar, mesmo assim, nem eles podem prever uma tormenta ou a sua força exata. Como ousamos dizer que algo é preciso? Nada é preciso. Ao tempo cabe a resposta se foi precisa o que julgamos como preciso.
    Foi lendo Fernando Pessoa que eu aprendi que viver não é preciso, mas o navio no mar, pelo menos ele, é preciso. Ai de quem aposta na precisão, nada é preciso quando estamos em terra (que pensamos seguras) ou nas nossas escolhas cheias de certezas. Entre o preciso da precisão e o preciso carregado de evidências, nenhum é preciso!
    Sim! “Navegar é uma viagem exata porque há bussolas e satélites, mas viver não é preciso porque viver é uma viagem feita de opções, medos, forças, inseguranças, persistências, constâncias e transições …”
 

 

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