AMAR OS ANIMAIS...

Gilberto B. da Cunha
Psicólogo CRP 07/21456

“Os animais são os outros dos humanos, que apelam, a seu modo, 
para a nossa consciência moral e religiosa”. 

    Tenho especial apreço pelas pessoas que gostam dos animais e total desconfiança com aquelas que os rejeitam.  Quando muito, aceito aquelas que admitem não gostar, mas não aceitam a judiação. Há uma diferença entre essas pessoas. Tenho absoluta certeza de que não são infundadas as minhas palavras, os que amam os animais são pessoas leves e amáveis. Àquelas que não desprezam os animais vivem melhor, leio isso nas páginas de alguns livros de psicologia, de sociologia, de filosofia.

    Quando perguntaram para o filósofo se os animais são inteligentes, ele respondeu: “Podem não ser inteligentes, mas garanto que eles têm o índice da inteligência”. Quando perguntaram para São Francisco se havia o céu para os cachorros, ele respondeu: “Eu não sei se existe um céu para os cães, o que eu sei é que o céu deles está no coração do ser humano”. Detenho-me a aceitar a verdade de que Deus é o autor da vida, de todas as vidas. E o que Deus criou é bom e cabe-nos respeitar as vidas que Deus criou, se respeitamos a sua criação.

    A defesa de quem não gosta dos animais é o ataque: “aqueles que amam os animais, humanizam-nos”. E sustentam a ideia de que animais não são iguais aos homens e os homens têm o direito de servirem-se deles. Precisamos colocar uma vírgula nesse pensamento. Se dizem que somos a imagem e semelhança de Deus, isso não implica que somos mais do que outras criaturas. Ser a imagem e a semelhança significa que devamos ser os protetores das outras criaturas”.

    Como devemos nos comportar diante de um animal acuado? O que fazer diante dos animais abandonados? Essas questões são urgentes para os que estão comprometidos com essa parte da criação de Deus. No caso de animais judiados, é possível entender que, “nesse caso”, está a desumanização do humano. Esta e outras questões estão nas páginas do livro “A vida dos outros, Ética e Teologia da Libertação Animal”, dos frades capuchinhos Luiz Carlos Susin e Gilemar Zampiere.

    Ademais, fora as questões do livro, tão bem elaboradas, continuo acreditando muito mais nas pessoas que amam os animais. Elas entendem que em cada um deles estão as mãos de Deus e vejo no coração delas um céu para os animais... Mais do que emergente, a situação dos animais hoje é urgente.

 

 

 

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