Cada feijão é um feijão...

     Gilberto B. da Cunha 
      Psicólogo 07/21456

    O feijão tem o gosto do nosso tempero. Tem aqueles que gostam de temperos picantes, outros evitam o azeite e usam a banha. Tem os que gostam de feijão com pé e costeletas de porco. Tem os que gostam de feijão com manjerona, alho, cebola e um pouco de pimenta do reino antes de ficar pronto. E têm aqueles que não dispensam um sazón, bacon e calabresa defumada.

    Uns deixam um pouco mais no fogo e outros preferem pouco fogo, mas mais tempo na panela. Outros dizem que todos os temperos devem ser bem refogados antes de colocar a água, é assim que costumam cozinhar o seu feijão. Os temperos, os condimentos e o tipo de feijão e o seu tempo no fogo depende do cozinheiro. Cada um faz o seu feijão ao seu gosto.

    Os humanos são parecidos. Somos temperados pela vida, pela nossa família, pelas pessoas que entraram em nossas vidas, pelos lugares que moramos, pela escola que estudamos, pelo contexto cultural... Ao longo tempo percebemos que temos “um gosto”, um “jeito de ser”, um tempero que dá forma ao nosso comportamento. Por isso, dizem que temos o nosso temperamento. Temperamento, vem de tempero! Temperamento quer dizer mistura.

    Cada um tem o seu temperamento que é fruto das muitas realidades que fizeram parte de sua existência. Por isso, encontramos os diferentes tipos de comportamentos: os extrovertidos, os falantes, os explosivos, os impacientes, os intolerantes, os pacíficos, os raivosos, os dóceis, os intensos, os introvertidos, os analíticos... O nosso temperamento é o nosso “gosto” de ser. E, cada um é um!

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